O QUE É HARMONIA

Harmonia é a combinação de sons simultâneos ou melhor:é a arte da formação dos acordes segundo as leis da tonalidade. Este vocábulo teve etimologicamente no decorrer dos tempos um significado muito vago e impreciso de proporção,ajustamento,etc. Os gregos por exemplo designavam harmonia,a sucessão lógica dos sons musicais,pois não conheciam a sobreposição dos sons a que chamamos de harmonia,limitavam-se a seguir de perto as vozes,à uníssono ou à oitava,reforçando-lhes os acentos rítmicos,floreando,por vezes,uma ou outra passagem com ornamentos superiores ou inferiores e ainda,segundo a maioria dos musicólogos,usando uma espécie de pedal superior,para sustentar qualquer desenho musical de maior interesse.

Cassidoro que viveu no século IV parece ter dado uma definição de harmonia mais amplo,ele cita;“Harmonia é a ciência musical que discerne os sons agudos e os graves”,o que me parece até certo ponto correto se levando em consideração que até a idade media a harmonia como conhecemos hoje era totalmente desconhecido.

A primeira tentativa de combinações sonoras simultâneas data-se de século VIII,porquanto somente no século IX que aparece uma referência clara e precisa pelo irlandês Escoto Erígena.Chamava-se Organum,que constituía na sobreposição de quartas superiores ou inferiores. Já no século X, Hucbaldus,monge Frances que mostrou a sobreposição de quartas,quintas e oitavas.

No século XI e XII, aparece o discantus ou descantes, não tão rígido quanto o Organum e empregando até combinações de valores diferentes. Em seguida no século XIII,surgiu na Inglaterra o Fabordão e o Gymel. O Fabordão é de uma harmonia mais elaborada que o Organum e o Descante,cujo a fundamental(baixo) ou bordão,deixou de existir apenas na parte grave,também na parte superior(invertido).O Fabordão tem na sua formula harmônica o seguimento paralelo de acordes de terça e sexta,a inversão dos acordes de três sons. Já o Gymel,tinha na sua formula harmônica também a sobreposição de terças e sextas superiores ou inferiores à melodia,porém com a liberdade de florear livremente uma das partes da composição. Apesar de constituídas ainda em bases pouco seguras e regras mal definida,o Organum,Descante,Fabordão e o Gymel,representavam um grande avanço em relação ao passado.

Em 1722,Rameu estabelece em seu tratado de harmonia,os fundamentos teóricos de harmonia através dos estudos da ressonância superior(sons harmônicos),e elabora assim um princípio de harmonia racional,apesar das restrições que queiram por constituir esse trabalho a pedra angular da teoria da harmonia clássica. Inúmeros foram os caminhos abertos,não cabendo aqui nesse tópico mais do que alguns aspectos do que chamamos de harmonia moderna,entre eles:A harmonia dos impressionistas franceses em fins do século XIX,tendo a frente o seu grande mestre Claude Achille Debussy e numerosos seguidores,tanto dentro como fora da França. O princípio desse sistema é:nota atrai nota sem a justificação de uma escala ou de uma tonalidade.O acorde atrai igualmente o acorde,sem cadência,a ideia atrai a ideia,sem contraste ou necessária modulação.É empregado escalas diferentes das escala clássicas,principalmente por escalas de tons inteiros.

Construções de sistemas empíricos como a de Scriábine(1872-1915),que forjou um processo harmônico pessoal baseado na escala sintética(do,re,mi,fá#,sol,la e sib)com as suas consequências harmônicas.

O atonalismo(dodecafonismo),criada por Schönberg que é a abolição completa da harmonia clássica,pela igualização dos doze semitons da escala temperada.

E por ultimo o sistema microtonal,de quartos e sextos de tom,criado por Alois Hába,convêm dizer que para a execução das obras micro tonais,ha necessidade de instrumentos especiais.Para essa finalidade foram criados também sinais especiais para indicar os microtons.

Fonte: http://acordeonistaseprofessores.comunidades.net

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